A Filha do Doutor Negro

7,50 

Autor: Camilo Castelo Branco
Editora: Parceria A.M. Pereira, Lda.
Ano de edição: 1971
Nº de páginas: 314
Idioma: Português
Coleção: –
Especificações: –
Livro de Bolso: não
Encadernação: capa mole
Estado: 4/5



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Descrição

A Filha do Doutor Negro

‘A razão por que eu esperei vinte anos esta hora, hora de íntima dor, em que principio a escrever tal romance, é que eu, nesse longo termo de meia existência, cuidei que, sem intercalar de episódios imaginários a história de Albertina, mal ou de nenhuma maneira lograria dar lhe vida, interesse, variedade e número, como diria um correcto juiz com o Quintiliano em mente. Agora, revirou se o meu entendimento em cousas desta ordem, como em quase todas as cousas ordenadas ou desordenadas pela gente. Estou apto para trasladar o que vi e vejo, sem pedir emprestado à imaginativa o que a natureza me não dá. Se, alguma vez, falsifico as tintas, ou derramo a mãos cheias flores sobre as úlceras, é isso um excesso de generosidade que uso com o mundo e comigo. Bastam as misérias vistas: poupemo-nos à estampa, que não corrige nem condena. Para juiz lá está Deus. Para algoz, basta que cada um o seja de si próprio.’

Biografia
Há quem diga que, em 1846, teria sido iniciado na Maçonaria do Norte, o que é muito estranho ou algo contraditório, pois há indicações de que, pela mesma altura, na Revolta da Maria da Fonte, lutava como ‘ajudante às ordens do general escocês Reginaldo MacDonell’ a favor dos miguelistas, que teriam criado a Real Ordem de São Miguel da Ala, precisamente para combater a maçonaria. Do mesmo modo, grande parte da sua literatura demonstra defender os ideais legitimistas e conservadores ou tradicionais, desaprovando os que são contrários à mesma.

Castelo Branco teve vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente de seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para o público, sujeitando-se assim aos ditames da moda, conseguiu manter uma escrita muito original.

Dentro da sua vasta obra, também se encontra sua colaboração na autoria em diversas publicações periódicas como O Panorama a Revista Universal Lisbonense, A illustração luso-brasileira6 (1856-1859), Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865), Archivo pittoresco (1857-1868), A Esperança 8 (1865-1866), Gazeta Literária do Porto (1868) (também chamada de Gazeta de Camilo Castelo Branco devido à sua extensa colaboração como redator), a revista literária República das Letras (1875), Ribaltas e Gambiarras (1881), A illustração portugueza (1884-1890), Lisboa creche: jornal miniatura (1884) e, a título póstumo, nas publicações periódicas A semana de Lisboa (1893-1895), Serões15 (1901-1911), Azulejos (1907-1909) e Feira da Ladra(1929-1943).

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